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"PROCURO O SENTIR CLARICIANO", RESUME DIRETORA DE DOCUMENTÁRIO SOBRE CLARICE LISPECTOR

  • por Renato Landim
  • 17 de dez. de 2015
  • 2 min de leitura

Os fãs da escritora Clarice Lispector ganharam um presente de Natal antecipado esta semana. Algumas capitais brasileiras exibiram o documentário A Descoberta do Mundo, da diretora pernambucana Taciana Oliveira. O roteiro é assinado por Teresa Monteiro, além de Taciana. No Rio, a exibição ocorreu no Museu da República, dentro do Palácio do Catete.


Taciana conversou com o site e revelou que o filme integra a fase incial do projeto, cuja proposta é deixar a própria escritora falar sobre sua história. Como suporte, a diretora recorreu a uma entrevista da escritora ao Museu da Imagem e do Som, e o documentário tenta costurar um diálogo entre seus textos e depoimentos de familiares e amigos da escritora, como forma de traduzir, nas palavras de Taciana, o "sentir clariciano". Além de sua obra, o filme não deixa de lado o amor que nutria por Recife e pelo Leme, bairro da zona sul carioca, onde morou por anos.


O livro Água Viva foi o responsavel por despertar na diretora, entao com 20 anos, o desejo de ingressar nesse universo. "Desde esse dia, Clarice invadiu minha vida com sua prosa poética, sua eterna busca pelo desconcido e seu humor", frisa Taciana, acrescentando a ironia singular da escritora.. O mesmo berço pernambucano, porém, não foi vital para ela abraçar esse trabalho. A diretora destaca o olhar feminino e transformador de Clarce como alguém que enxergava muito além de seu tempo. Ressalta também seu lado sofisticado, mas extremamente simples.


Para as entrevistas que pontuam o documentário, Taciana Oliveira precisou vir ao Rio de Janeiro algumas vezes. Ela destaca os depoimentos de Maria Bonomi e da sobrinha de Clarice, Márcia Algranti, como referências para a construção desse perfil. Os demais depoimentos, em sua avaiaição, sáo valiosos ao demonstrarem o quanto Clarice Lispector era necessária não apenas na literatura, mas na busca diária pelo amor e pelo desconhecido..


Nesse primeiro momento, o documentário foi exibido de forma gratuita e sempre seguido de debates, de maneira coletiva e colaborativa. Além do Brasil, o filme será mostrado também nesse sistema em Oxford e Berlim. Taciana contou que o projeto teve início em 2007 e ainda a principal dificuldade está na captação de recursos. Segundo ela, no momento vive-se a primeira fase que se desdobrou em duas, devido à necessidade de equilibrar os gêneros ficção e documentário. A segunda fase, no entanto, será produzida a partir de 2016.


Abaixo, o trailer do documentário





 
 
 
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